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Science & Health2 de out. de 2026

Hubble deteta pela primeira vez eclipse secundário de um planeta rochoso, o TOI-2431 b

Observação do HST/WFC3 em conjunto com dados do TESS restringe a contribuição da luz refletida e a redistribuição de calor no lado diurno de um mundo com período de 5,4 horas.

Hubble deteta pela primeira vez eclipse secundário de um planeta rochoso, o TOI-2431 b

Uma observação de curva de fase do planeta rochoso de período ultracurto TOI-2431 b, obtida com o instrumento WFC3 (modo G141) do telescópio espacial Hubble, detetou o eclipse secundário do planeta no infravermelho próximo. Combinada ao eclipse ótico registado pelo TESS, a medição é apresentada como a primeira deteção de um eclipse secundário de um planeta rochoso feita pelo Hubble. O alvo completa uma órbita em 5,4 horas, integrando a classe dos planetas de período ultracurto.

No ótico, o TESS indica uma razão de fluxo planeta-estrela de 37±10 ppm; no infravermelho próximo, o WFC3 G141 mede 69 (+14/-13) ppm. Assumindo contribuição desprezível de luz refletida, o ajuste conjunto TESS+HST produz uma temperatura de brilho Tb,joint de 2524 (+77/-84) K e uma razão de temperaturas Rjoint = Tb,joint/Tp,max de 0,980 (+0,032/-0,034), compatível com o limite de albedo zero e ausência de redistribuição de calor, cujo valor máximo é Tp,max = 2574 (+36/-35) K.

Os intervalos de incerteza delimitam o que pode ser afirmado. A observação restringe a contribuição da luz refletida, o albedo e a redistribuição de calor, mas não mede essas grandezas de forma independente: o ajuste conjunto pressupõe que a luz refletida é desprezível. Trata-se de um único planeta, e os valores reportados não sustentam, por si, uma caracterização de população.

O resultado, tal como reportado, cinge-se a um alvo e a dois canais de observação — ótico e infravermelho próximo —, com as conclusões condicionadas à hipótese de albedo zero e de ausência de redistribuição. Ampliá-lo a outros planetas rochosos de período ultracurto exigiria observações equivalentes.