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10 de ago. de 2026

Pentágono divulga quinto lote de arquivos sobre OVNIs sob ordem executiva de Trump

O conjunto reúne 41 documentos, imagens e vídeos de cinco agências dos EUA, mas mantém por resolver os episódios filmados no Golfo de Omã em 2021.

Pentágono divulga quinto lote de arquivos sobre OVNIs sob ordem executiva de Trump

O Pentágono divulgou na sexta-feira (7 de agosto de 2026) 41 novos arquivos sobre fenómenos anómalos não identificados (UAP), entre documentos, imagens e vídeos publicados no sítio oficial do departamento. É a quinta divulgação ao abrigo da ordem executiva assinada por Donald Trump em janeiro, que determina às Forças Armadas e a outras agências a produção de mais documentos sobre o tema, no quadro do sistema presidencial de desclassificação e reporte de encontros com UAP (PURSUE). O lote inclui dois arquivos da CIA, dois do Departamento de Estado, 19 do Departamento da Guerra, um do Gabinete Executivo do Presidente e 17 do FBI, com o documento mais antigo datado de 1950 e o mais recente deste ano. Um porta-voz do Pentágono afirmou que a divulgação não será a última e que novos arquivos serão libertados de forma contínua.

Na avaliação crítica do sítio alemão GreWi — Grenzwissenschaft aktuell, a nova tranche não contém sensações inéditas nem provas claras de um fenómeno exótico, e menos ainda de origem extraterrestre, ao contrário do que o próprio presidente norte-americano havia anunciado. Segundo a GreWi, muitos documentos históricos são conhecidos há décadas — como as análises do Centro de Interpretação Fotográfica Naval dos EUA sobre filmagens de 1950 e 1952, em Montana e no Utah, nas quais os peritos concluíram que os objetos filmados tinham «propriedades não compatíveis com fenómenos naturais ou tecnologias aeroespaciais geralmente conhecidas», ou os casos dos chamados «foguetes fantasma» na Escandinávia após a Segunda Guerra Mundial. A análise da GreWi sustenta que a remoção de metadados como altitude, velocidade, data, hora e coordenadas dificulta distinguir comportamentos de voo invulgares de um balão comum. Em sentido oposto, uma deputada do campo de Trump saudou o que descreveu como um nível de transparência nunca antes visto por parte de uma administração.

O maior conjunto de vídeos refere-se a um mesmo episódio no Golfo de Omã, em setembro de 2021: seis clipes gravados a partir de ecrãs de um AC-130J das forças de operações especiais. Um relatório de inteligência indica que os militares observaram cerca de 25 instâncias de UAP durante um exercício de tiro real, descritas como «orbes frios» a voar entre 250 e 1300 milhas por hora, em formações distintas e com manobras agressivas, tendo os objetos parecido reagir ao disparo do canhão principal da aeronave; o caso não foi resolvido pelo All-domain Anomaly Resolution Office (AARO), o gabinete do Pentágono dedicado à investigação de UAP. Uma gravação do Comando Central, captada em 2025 sobre uma área povoada do Médio Oriente, permanece igualmente por resolver. A divulgação inclui ainda oito formulários 302 do FBI, todos com trechos censurados, e três vídeos que reproduzem versões de imagens já publicadas em 2021 pelo jornalista norte-americano Jeremy Corbell a partir do navio USS Omaha, sem que os arquivos PURSUE o indiquem.

Um dos formulários documenta a entrevista, em 2024, a um antigo piloto militar que disse ter avistado luzes estranhas entre a meia-noite e as 3 da manhã, pela primeira vez num voo entre Massachusetts e a Irlanda, em outubro de 2023, a 37 mil pés, convencido de que estavam mais alto; de cor branca, tornavam-se mais brilhantes antes de se desvanecer, num ciclo de dez segundos a um minuto. O mesmo piloto relatou que, no Afeganistão, em 2002, as estrelas começaram a ser obscurecidas sobre Bagram por um objeto enorme, em forma de triângulo equilátero, a mover-se em silêncio de oeste para leste, a altitude e velocidade constantes, possivelmente 150 nós e sem luzes, com dimensão estimada em 500 pés. O piloto que o acompanhava terá dito: «viste aquilo?».