AlienWatch
Defense & Security2 de out. de 2026

Casa Branca divulga arquivos UAP sob o programa PURSUE e amplia estrutura de desclassificação

Vários lotes de documentos e vídeos foram publicados desde 8 de maio de 2026, sem prova de vida extraterrestre, enquanto o Pentágono abre caminho jurídico para denunciantes.

Casa Branca divulga arquivos UAP sob o programa PURSUE e amplia estrutura de desclassificação

A administração de Donald Trump publicou, desde 8 de maio de 2026, lotes sucessivos de documentos, vídeos e relatórios sobre fenómenos aéreos não identificados (UAP) ao abrigo do Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (PURSUE), do Departamento da Guerra. O secretário da Guerra, Pete Hegseth, declarou que "é tempo de o povo americano ver por si", e a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, descreveu a primeira tranche como "a primeira de um esforço conjunto de desclassificação". O portal war.gov/UFO registou mais de 1,7 mil milhões de visitas desde o lançamento. Entre os casos divulgados estão seis objectos esféricos a 480 mph sobre o Médio Oriente, objectos circulares sobre o Mar Amarelo, um disco com "feixes" no Zimbabué em 2008 e um objecto semelhante a uma "batata" sobre as montanhas Cheyenne.

A estrutura institucional acompanhou as divulgações. Avi Loeb lidera o UAP Science Advisory Council, que assessora o UAP Governance Board criado pela administração. Segundo relato do New York Post, Loeb afirmou que um antigo executivo da Lockheed Martin lhe disse "não estar errado" ao ser questionado sobre um programa de recuperação de objectos caídos. O Departamento da Guerra criou uma renúncia legal que permite a pessoal atual e antigo transmitir informação de defesa nacional sobre UAP a representantes do PURSUE. Os denunciantes Dylan Borland, David Grusch e Matthew Brown pediram publicamente a Trump que dispense os seus acordos de confidencialidade; Grusch alegou a existência de "fundos opacos" e de "biologias não humanas".

Parte do material permanece retido. O Departamento da Guerra anunciou estar a investigar dois vídeos classificados que mostrariam um objecto triangular de 100 pés sobre uma base militar no Colorado, após notícia do New York Post; o porta-voz Joel Valdez afirmou que será divulgado "o que encontrarmos". Uma análise de 112 vídeos do PURSUE, assinada por Jacob Haqq-Misra e Ravi Kopparapu, aponta limitações significativas na análise. O New York Post sublinha que os ficheiros não contêm prova de vida extraterrestre. Críticos de esquerda e de direita, citados pelo Washington Examiner, associaram o momento da divulgação à guerra no Irão, ao caso Epstein e à inflação.

Em 29 de abril, no Salão Oval, Trump prometeu publicar "o maior número possível" de documentos sobre UAP, sem indicar data nem quantidade. Em fevereiro tinha assinado uma ordem executiva que abriu caminho à divulgação. A Debrief observa que o anúncio não determina claramente a desclassificação dos registos. A Casa Branca registou os domínios alien.gov e aliens.gov. Segundo o DefenseScoop, o volume de casos da AARO ultrapassa os 2.000, e um novo lote com até 46 vídeos é aguardado.