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Media & Entertainment3 de out. de 2026

Grusch relata conflito entre inteligências não humanas em podcast, sem apresentar provas

Ex-oficial de inteligência dos EUA descreve reptilianos e Greys em confrontos e naves abatidas; citações provêm de transcrições de terceiros, sem evidência pública verificável.

Grusch relata conflito entre inteligências não humanas em podcast, sem apresentar provas

O denunciante David Grusch afirmou, no episódio 2560 do podcast The Joe Rogan Experience, publicado a 30 de setembro de 2026, que parte das quedas de objetos anómalos resultaria de confrontos entre inteligências não humanas, fórmula que designou por «NHI versus NHI». Segundo o Portal Vigília, os trechos citados constam de transcrições de terceiros, disponibilizadas pelo Ulisten e pelo Happy Scribe, e não de uma transcrição oficial do episódio. O mesmo portal registou que nenhuma evidência verificável foi apresentada publicamente para sustentar as declarações.

Na descrição do New York Post, Grusch referiu seres semelhantes a «deuses gregos», répteis com mais de dois metros e pequenos Greys, e afirmou que alguns reptilianos encontrados vivos em recuperações de acidentes teriam sido abatidos por militares norte-americanos por representarem uma ameaça. A nave associada a esses relatos seria do tipo Tic Tac, o mesmo tipo de objeto que o comandante David Fravor encontrou ao largo de San Diego em 2004. Grusch disse ter tomado conhecimento desses elementos através do seu trabalho na UAP Task Force, em 2020. Sobre a existência de combate direto entre Greys e reptilianos, o Portal Vigília assinala que Grusch respondeu de forma hesitante — «Yeah, I guess», isto é, «sim, suponho» — e estimou poderem existir «uma dúzia ou duas» de ocorrências do género, segundo as transcrições de terceiros.

A repercussão apoiou-se em parte na ideia de que o processo de revisão do Departamento de Defesa conferiria validade às declarações. O Portal Vigília esclarece que o Defense Office of Prepublication and Security Review (DOPSR) apenas analisa materiais para impedir a divulgação de informação classificada, e que a documentação oficial do Departamento de Defesa estabelece que uma autorização de publicação não implica endosso nem confirmação da exatidão factual. O mesmo mecanismo foi antes utilizado por Luis Elizondo por ocasião do lançamento do livro Imminent, que o portal descreve como contendo imprecisões e exageros.

O Portal Vigília enquadra a narrativa numa tradição anterior da ufologia. Philip J. Corso, autor de The Day After Roswell, de 1997, é apresentado como um dos exemplos mais conhecidos de relatos sobre uma «segunda Guerra Fria» entre humanos e uma presença extraterrestre potencialmente hostil, embora num enquadramento humano-contra-extraterrestre, distinto do relato Greys/reptilianos. Mais próximo seria o caso de Phil Schneider, que nos anos 1990 afirmou ter participado, em 1979, num confronto armado junto a Dulce, no Novo México — mitologia anterior a Schneider e associada ao empresário Paul Bennewitz, nos anos 1980. O portal menciona ainda o relato brasileiro de Ted B. Heidk, divulgado em 2019, sobre uma alegada missão no Zimbabué em 1998.

No estado atual do dossier, as declarações não foram acompanhadas de documentação oficial ou de elementos verificáveis tornados públicos. Grusch afirmou, segundo o New York Post, acreditar que a informação se tornará pública antes do fim do mandato de Trump e que testemunhas de alguns desses episódios falarão publicamente. O Portal Vigília observa que a história se espalhou rapidamente pelas comunidades dedicadas ao tema UAP.