Starship faz primeiro voo orbital; SpaceX reduz permanência após falha de motor
Décimo quarto teste do programa Starship coloca satélites Starlink em órbita pela primeira vez; falha num motor leva a SpaceX a encurtar a permanência em órbita e a desorbitar a nave.

O décimo quarto voo do programa de testes da Starship, da SpaceX, foi o primeiro de carácter orbital e colocou satélites Starlink operacionais em órbita pela primeira vez, segundo a Universe Today. O veículo, com 407 pés de altura, partiu da base Starbase, na costa do Texas, às 7h50 no fuso central dos Estados Unidos (12h50 UTC). O OVNI Hoje, que descreve o lançamento como ocorrido numa segunda-feira, 28 de setembro — o ano não é explicitado no texto da fonte —, indica que foram implantados 26 satélites Starlink V3, número que apenas este meio apresenta.
O voo não decorreu sem falhas. Segundo a Universe Today, um dos 33 motores Raptor, alimentados a metano, do propulsor Super Heavy desligou-se prematuramente; apesar disso, a subida ao espaço prosseguiu conforme planeado e o propulsor amarou em segurança no Golfo do México. Um dos seis motores do estágio superior, a Ship, sofreu igualmente um desligamento antecipado, acrescenta a mesma publicação. As duas fontes descrevem o desfecho da Ship de forma distinta: a Universe Today afirma que o veículo completou quase duas órbitas, enquanto o OVNI Hoje refere que a permanência prevista de dez horas em órbita foi reduzida a três, com amaragem no Oceano Pacífico. Nenhuma das fontes disponíveis reconcilia estas duas descrições.
O OVNI Hoje cita um comunicado da SpaceX segundo o qual, por precaução, devido ao problema no motor ocorrido durante a ascensão, a equipa de controlo de voo decidiu limitar o tempo de permanência em órbita e procedeu à desorbitação da Starship, direcionando-a para um local de pouso no Oceano Pacífico. A transcrição disponível do comunicado está truncada.
A transmissão em direto do voo foi também palco de especulação sobre vida extraterrestre. O MysteryPlanet, site dedicado a ciência e mistérios, relata que milhares de espectadores detetaram um objeto luminoso flutuando na escuridão do espaço e descreve, cerca dos sete minutos e 55 segundos de voo, uma ténue faixa de luz azul-pálido, ligeiramente curva. A hipótese é avançada por esse meio e não é corroborada por qualquer confirmação independente nas fontes disponíveis.
As fontes disponíveis não indicam a data do próximo voo do programa de testes nem confirmam, por uma segunda publicação, a contagem de satélites. O próximo marco factual a observar é o anúncio de um novo teste pela SpaceX, sem que o material disponível permita antecipar o seu desfecho.